
Publicada na edição 1100 da revista CAPRICHO de Julho/2010, o texto Por que não devemos discutir por MSN me chamou muito a atenção pelo tema que já ocorreu varias vezes comigo. Eu, viciada como sou, não pude deixar de ler e me identificar. Posto para aqueles internautas que com certeza também já devem ter sofrido ou sofrerão deste mal.
Por que não devemos discutir pelo MSN.
A não ser que a gente queira prolongar a briga e se estressar.
A não ser que a gente queira prolongar a briga e se estressar.
Tenho um longo histórico de discussões por MSN. Na verdade, tudo começou no ICQ, que não sei se você já ouviu falar, mas era meio que a mesma coisa. O caso é que eu achava dinâmico discutir pelo computador, não sei por que. Brigar sem ninguém ouvir? Carregar uma briga portátil, que pode acontecer no estagio ou na sala de informática da faculdade?
Sei lá. Só sei que, aos poucos, fui percebendo como é estressante brigar pelo MSN. Hoje, comemoro 5 anos sem cair nessa tentação, e é essa vitoria que quero compartilhar com vocês. Ok, menos! Não sei quanto tempo faz, mas vou tentar convencê-la de que, pelo seu bem-estar mental, o melhor é fugir disso.
Sem querer pagar de historiadora nem nada, meu argumento começa na pré-história. As pessoas não escreviam, só falavam. A fala é muito mais instantânea do que a escrita: você fala, o outro ouve e, puf!, as palavras somem no ar. Bom, chega de pré-história. O tempo foi passando e o pessoal começou a crescer. Mas tem uma coisa: a escrita ganha força: o que esta escrito é feito pra durar, para ser ...lido. E, quando a gente escreve, a gente reflete, apaga, reescreve, pensa e , alias, parece bem mais inteligente, porque tudo já foi pensado, organizado e tal. Isso se você escreve minimamente bem, NE. Se você escreve minimamente bem e seu texto ainda é revisado, então, você pode parecer um gênio! Aliás, minha coluna é revisada.
Bom, brincadeiras a parte:já a fala, lembremos, acontece ali, na hora, com você corrigindo em tempo real.
Ate ai, nenhuma novidade. Quando estamos no calor de uma briga, pessoalmente ou por telefone, sabemos que a fala é meio caótica. Tanto que as brigas costumam ser cheias de ‘’Opa, não foi isso o que eu quis dizer, acho que é aquilo, ai, não sei’’. Como você não gravou o que seu namorado disse (espero que não, NE? Sua louca!), você não vai se lembrar exatamente de que ele falou. As palavras acabam ali, com o fim da conversa, e sobram apenas as recordações (que lindo!). é provável que você esqueça algumas partes e acabe ficando só com o resumo, mesmo. Na hora de contar a briga, vai ter um monte de ‘’Ele falou mais ou menos isso’’, ‘’Não lembro se isso foi antes ou depois de eu dizer aquilo’’ etc.
É ai que entra a esquizofrenia das brigas pelo MSN. Por um lado, é texto escrito. Por outro lado, não tem a reflexão da escrita, mas a velocidade da fala: a pessoa escreve enquanto vai pensando, como se estivesse falando. Resultado: aquilo que veio rápido, espontâneo sem reflexão , é lido, relido, armazenado, analisado, mandado por email para as amigas, discutido. O que era pra ser momentâneo dura! Cada linha que seu namorado faloscreveu (ai, péssimo, eu sei) ganha uma dimensão muito maior, e a briga fica muito, muito mais estressante.
Fica a dica: não discuta o relacionamento nem brigue pelo MSN. Deixe isso para o telefone ou, melhor ainda, pessoalmente, com direito a olhares e beijos! Ou, então, escreva uma carta/um email, mas aproveite as vantagens da escrita: leia e releia antes de mandar. Melhor ainda: depois de reler, vá fazer outra coisa, deixando o texto em banho-maria antes de mandar. Mas não vai perguntar o que ele achou pelo MSN, hein?
Sei lá. Só sei que, aos poucos, fui percebendo como é estressante brigar pelo MSN. Hoje, comemoro 5 anos sem cair nessa tentação, e é essa vitoria que quero compartilhar com vocês. Ok, menos! Não sei quanto tempo faz, mas vou tentar convencê-la de que, pelo seu bem-estar mental, o melhor é fugir disso.
Sem querer pagar de historiadora nem nada, meu argumento começa na pré-história. As pessoas não escreviam, só falavam. A fala é muito mais instantânea do que a escrita: você fala, o outro ouve e, puf!, as palavras somem no ar. Bom, chega de pré-história. O tempo foi passando e o pessoal começou a crescer. Mas tem uma coisa: a escrita ganha força: o que esta escrito é feito pra durar, para ser ...lido. E, quando a gente escreve, a gente reflete, apaga, reescreve, pensa e , alias, parece bem mais inteligente, porque tudo já foi pensado, organizado e tal. Isso se você escreve minimamente bem, NE. Se você escreve minimamente bem e seu texto ainda é revisado, então, você pode parecer um gênio! Aliás, minha coluna é revisada.
Bom, brincadeiras a parte:já a fala, lembremos, acontece ali, na hora, com você corrigindo em tempo real.
Ate ai, nenhuma novidade. Quando estamos no calor de uma briga, pessoalmente ou por telefone, sabemos que a fala é meio caótica. Tanto que as brigas costumam ser cheias de ‘’Opa, não foi isso o que eu quis dizer, acho que é aquilo, ai, não sei’’. Como você não gravou o que seu namorado disse (espero que não, NE? Sua louca!), você não vai se lembrar exatamente de que ele falou. As palavras acabam ali, com o fim da conversa, e sobram apenas as recordações (que lindo!). é provável que você esqueça algumas partes e acabe ficando só com o resumo, mesmo. Na hora de contar a briga, vai ter um monte de ‘’Ele falou mais ou menos isso’’, ‘’Não lembro se isso foi antes ou depois de eu dizer aquilo’’ etc.
É ai que entra a esquizofrenia das brigas pelo MSN. Por um lado, é texto escrito. Por outro lado, não tem a reflexão da escrita, mas a velocidade da fala: a pessoa escreve enquanto vai pensando, como se estivesse falando. Resultado: aquilo que veio rápido, espontâneo sem reflexão , é lido, relido, armazenado, analisado, mandado por email para as amigas, discutido. O que era pra ser momentâneo dura! Cada linha que seu namorado faloscreveu (ai, péssimo, eu sei) ganha uma dimensão muito maior, e a briga fica muito, muito mais estressante.
Fica a dica: não discuta o relacionamento nem brigue pelo MSN. Deixe isso para o telefone ou, melhor ainda, pessoalmente, com direito a olhares e beijos! Ou, então, escreva uma carta/um email, mas aproveite as vantagens da escrita: leia e releia antes de mandar. Melhor ainda: depois de reler, vá fazer outra coisa, deixando o texto em banho-maria antes de mandar. Mas não vai perguntar o que ele achou pelo MSN, hein?
abobadinha da capricho mesmo!
ResponderExcluirminha irmã vai gostar disso haha
mas é um texto legal e realista rsrs
muito dificil de se escrever lalala