sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Voto nulo ou branco ?


Entenda o que pensam os leitores que já declararam seu voto, sem escolher qualquer candidato.


Na hora de eleger um candidato, muitos eleitores optam entre o voto nulo ou branco, mas não sabem a real finalidade de cada um. A falta de esclarecimento de boa parte da população acaba por dificultar a compreensão do processo eleitoral.
No Brasil, existem três tipos de votos. Os validos são aqueles em que os eleitores tem um candidato e registram sua decisão. O nulo acontece quando o eleitor expressa sua vontade em não escolher nenhum dos representantes. Por fim, o voto em branco se dá quando o eleitor quer participar do processo, mas não escolheu qualquer das opções disponíveis.
Paulo Marcio Cruz, pós-doutorado em Teoria do Estado pela Universidade de Alicante, na Espanha e professor de Univali, diferencia as modalidades de eleição. As proporcionais são aquelas que têm ligação direta com partidos políticos e elegem os deputados federais, estaduais e vereadores. Aqui, os eleitores podem escolher coligações partidárias sem definir um candidato especifico. Já as eleições majoritárias definem o presidente da republica, senadores, governadores e prefeitos. É eleito o candidato mais votado, independente de partidos.
O voto branco é contabilizado somente nas eleições proporcionais, com a função de estabelecer o coeficiente eleitoral, ou seja, o numero de votos validos em determinada eleição. Com este resultado, fica definida a quantidade mínima de votos para os partidos elegerem um candidato de sua coligação. Os nulos, por sua vez, não têm aplicabilidade em nenhuma das eleições, o eleitor apenas cumpre seu papel, sem influenciar candidatos ou partidos. Portanto, caso um eleitor vote em branco para presidente, por exemplo, sua escolha terá o mesmo efeito que o nulo, pois sendo uma eleição majoritária, não depende da quantidade de votos validos para o candidato ganhar.
Paulo cruz explica que quando a pessoa vota em branco, significa que ela, manifestou a sua vontade de participar da eleição, mas não escolheu um candidato. Em contrapartida, o nulo ‘’é uma não participação, o sujeito que anula está revoltado com alguma coisa, ele faz questão de não participar do processo, que é um direito dele’’, afirma.
Esclarecidas as duvidas sobre o processo eleitoral, agora o eleitor pode ter mais consciência na hora de decidir. Se acredita que todo político é corrupto e que o sistema não funciona, uma boa opção neste caso, é anular como forma de protesto. No entanto, se a vontade é participar e se o eleitor acredita no processo, mas não tem um candidato escolhido, vota em branco. Apesar disso tudo, os brasileiros ainda são como crianças na hora de escolher um candidato. Precisam ser estimulados a pratica e amadurecer, para quem sabe um dia atingir a fase adulta e votar não mais por obrigação, mas por espontâneo interesse na vida política do país.


Patricia Fernandes, Karine Mendonça e Jéssica de Oliveira


Matéria divulgada no Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo, Cobaia, da Univali do mês de agosto.

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